A propaganda antecedeu a publicidade. Ela surgiu, acredite, lá no distante ano de 1627, não da forma popularizada que hoje domina nossos olhos e atinge nossos bolsos. Nasceu naquele ano quando o Papa Urbano VIII, alguém lembrava dele?, fundou a Congregatio de Propaganda Fide (Congregação da Propagação da Fé). Devemos muito à Igreja, palavra sincera de legítimo ateu.
Como não se ignora, a propaganda tem por finalidade a persuasão de um público determinado despertando seu interesse por certos produtos. Não ignoramos também que a função do publicitário é, com sua arte e técnica, convencer sua excelência de que o melhor é aquele produto. Ainda que nem sempre o seja.

E consta que o mapa da mina é inventar o bordão que é aquela frase ou palavra constantemente repetida para ficar gravada em nossa memória, algumas que chegam a nos acompanhar até quando vamos dormir. E enquanto o sono não chega: Melhoral, melhoral…, Veja passageiro o ilustre cavaleiro que viaja ao seu lado, já não tosse, tomou o Rhum Creosotado… Resfriado? Cafiaspirina. Das selvas do Amazonas o melhor Guaraná: Brahma. Esse eu anunciava pelo microfone da Rádio Guairacá enquanto tomava Guaraná Antártica. Algum pecado nisso?

Já ia me perdendo, pois a intenção era falar da propaganda, folheto, folder, ou seja lá o que for que recebi de uma rede de lojas, bem feito, creio que não muito barato (32 páginas, formato, no meu olhometro, uns 20 por 30), papel de primeira, colorido, evidentemente anunciando seus produtos, sei não se todos mas uma barbaridade e, claro, oferecendo o melhor preço. Não cheguei a pensar em visitá-lo pois esse encargo pertence à minha querida Rose Marie. É ela quem sabe o que comprar, se é bom ou ruim, caro ou barato, se está na validade ou vencido, coisas que nós masculinos desconhecemos por inteiro (eu havia escrito por completo mas modifiquei para evitar cacofonia (por co). O leitor não imagina mas a gente que se mete a escrever para o público letrado sofre. Eu sou cliente do dicionário, tenho vários e geralmente consulto mais de um e mais de uma vez acabei me confundindo. Na propaganda havia tudo, e esse é o ponto, menos o endereço da firma. Certo que algumas firmas são notórias e que alguns dispensam essa informação. Como não é o meu caso, posso crer que não seja exceção. Simples indagação. Custa muito num “quase livro” de tantas páginas incluir o endereço ou endereços respectivos? A mim parece uma falha – De quem? Do anunciante, da agência? Problema deles…