Quem não gostaria de viver em São Paulo, a grande megalópole brasileira, uma das maiores cidades do mundo? Espetáculos para escolher a cada dia, shows com artistas de maior renome, restaurantes com pratos de culinária de todas as partes do globo, hotéis de todas as estrelas, um belíssimo Teatro Municipal (para não falar dos particulares), que vale a visita mesmo que só para conhecê-lo, quanto mais para aplaudir seus selecionados espetáculos, teatro com frequentadores que têm assinaturas para todo um ano e, no qual, durante um intervalo, a exemplo das melhores casas da Europa, se pode tomar uma taça de champanhe.
Não parece um sonho?…

Mas que por algum momento pode se transformar num pesadelo. E quem está escrevendo já passou por isso.

Numa bela noite, eu e minha querida Rose Marie fomos a um espetáculo, se a memória não me trai na Brigadeiro Luis Antônio e saímos tranquilamente esperando apanhar um táxi. Afinal, São Paulo é a cidade que mais tem táxi neste país. Decepção… Não havia e não passava táxi. Quase meia-noite e começamos a andar, sem saber qual o melhor caminho e contando com a sorte, que tardou mas quando começávamos a nos preocupar (ou desesperar), eis que o milagre nos ofereceu um táxi. Se bem me recordo estávamos no antigo Hotel Jaraguá (ainda existe?) e penso que a distância não permite deslocamento a pé, mormente àquela hora.

Qualquer grande cidade é ótima de se conhecer ou visitar e eu tive a sorte de conhecer, talvez as principais delas, a convite oficial. Não esqueço que em Berlim, enquanto eu tratava das minhas questões, minha Rose Marie foi conduzida a um passeio e ao voltar me contou com algum espanto: “Não me deixaram pagar nem as minhas compras”.

P.S. – Tínhamos sempre um (ou uma guia) que chegava aos locais e falava uma palavra mágica. Parece-me que era “Internaciones”, mas já não guardo certeza. Como quer que seja, abria todas as portas, com simpática mordomia…