Em uma das minhas viagens a Europa eu estava em Milão. Milão não é capital, mas ainda assim a mais importante cidade da Itália e também do universo. Numa comparação com o Brasil, Milão se equipara a São Paulo que não é nossa capital, mas…
Milão, em italiano e na antiguidade Mediolanum, capital da Lombardia, com mais de quatro milhões de habitantes, foi fundada pelos gauleses no ano 400 a.C. e conquistada pelos romanos em 196 a.C. e se tornou importante centro comercial e capital da diocese imperial da Itália. Em 1450 os Sforza sucederam aos Visconti. Como metrópole eclesiástica alcançou o auge do prestígio no século IV com seu bispo Sato Ambrósio. As classes dirigentes que haviam vencido o movimento popular dos patarinos, século XI, tomaram o poder no fim do século XII e Milão passou a suserania de Frederico Barba Roxa. Ocorreram lutas entre famílias Torriani e Visconti, estas sucedidas pelos Sforza. No fim do século XIV Milão era o mais importante centro de produção de armas da Europa, ou seja, do mundo. E ganhou projeção sob Ludovico o Mouro (época de Leonardo da Vinci). Em 1859, sofreu domínio austríaco, mas com a criação do reino da Itália se tornou metrópole econômica.
Pois bem. Estava eu em Milão e queria comprar um sapato. Entrei na primeira loja encontrada e passei a experimentar os calçados. Até que um me agradou. Este está bom. Quanto? Não lembro ao certo, mas uma fortuna. Comecei a reclamar, pedir desconto e aquela conversa de quem quer comprar mas pagar menos. “as meu senhor, este é um produto especial, feito assim e assado, nós somos os fornecedores dos sapatos do Papa. Mas o Papa é rico? Não, Sua Santidade não e passou a defender o Sumo Pontífice. Muito bem, eu queria, paguei e não me queixo, uso até hoje e parece novo. E é chamado pelo nome: Sapato do Papa.
P.S. – Detalhe. Marca do calçado: Pierre Cardin. O papa tem bom gosto.
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