Aconteceu na primeira semana de abril em nossa capital e foi registrada em notícia no jornal O Estado do Paraná. Creio, todavia, que poucos lhe deram importância ou prestaram melhor atenção em meio que estava a tantas outras notícias. A imprensa vive de fatos relevantes e eles não tem dia certo para acontecer. Afirma-se que é nos últimos dias da semana, mas ninguém ainda se preocupou em proceder um levantamento.

Como quer que seja, na primeira semana de abril uma operação deflagrada por policiais do 7º Distrito Policial na chamada invasão da Vila Nova, no Alto Boqueirão, ou seja, logo ali, prendeu Ariane dos Santos e com ela nada menos do que 90 buchas de cocaína, um revólver calibre 38 e uma pistola calibre 380. Detalhe relevante: Ariane é uma menina de apenas 18 anos. Portanto, como se costuma dizer: “É de maior!”.

O importante do sucedido é analisar a questão de Ariane e seu futuro. Convenhamos, certo que ela não é uma traficante de drogas, uma pessoa que faz negócio com a droga para obter lucro e pagar suas despesas. Ocorre que ela convive com essa rotina, presencia e, naturalmente, por ser ainda jovem, silencia, ou seja, embora não esteja participando, pode vir a ser acusada de cúmplice.

A notícia não informa a que horas se verificou a operação policial, para se saber se não seria o momento de Ariane, nos seus jovens 18 anos, estar numa sala de aula estudando e se preparando para o amanhã.

É provável, e que os céus a iluminem para que isso aconteça, que Ariane, inobstante o ambiente que a cerca, já tenha maturidade para distinguir o bem do mal, o certo do errado e, de per si conduza sua vida com distinção plantando um futuro promissor. Evidentemente não é fácil para uma menina dessa idade, contudo almejamos que, com o apoio de familiares e amizades, Ariane possa passar por cima desse episódio com armas e drogas, essas malditas drogas que se constituem na grande praga do mundo moderno, praga sustentada por indesejáveis traficantes que chegam ao cúmulo de pagar crianças para enviar a droga a seu destino. Esperar providências policiais? Confesso que sou cético a esse respeito. Infelizmente o Estado a cada dia mais esquece as suas obrigações, a não ser de uma delas: Cobrar impostos e, pior, vez por outra, ainda aumentá-los.