Nunca experimentei e por isso não sei o gosto que têm. Mas vamos falar delas: as drogas, até porque a Direção de Operações Especiais da Polícia Nacional do Peru decidiu incinerar mais de 9 (sim, nove) toneladas de drogas que, se chegassem a ser colocadas no mercado mundial, renderiam quanto? Isso mesmo: 630 milhões de dólares.
Conhecem a fórmula? Esse produto de tão elevado valor é composto de pasta de cocaína, maconha, papoula, ópio e heroína. É pouco?!
Agora, uma outra face: de acordo com os números obtidos pelo governo, nada menos do que 70 mil famílias (e as famílias peruanas, assim como as nossas, não costumam ser pequenas) cultivam e produzem folhas de coca em cujo trabalho encontram seu sustento cuidando de 48 mil hectares, com o detalhe de que desse total, 9 mil hectares constituem uma área destinada ao uso já tradicional e legalizado.
E segundo o relatório oficial sobre drogas divulgado pelo Escritório das Nações Unidas contra a droga, o Peru não é o líder na produção de coca e cocaína. O Peru ocupa o segundo lugar, estando o primeiro com… logicamente todos já sabem que é a Colômbia.
Observem esse número: 9.466.090 quilos da droga foram apreendidos em diferentes países desde julho. Droga avaliada no mercado peruano em 11 milhões de dólares, no mercado americano em 225 milhões, no mercado europeu em 450 milhões de dólares e no mercado asiático, 630 milhões de dólares.
Não tive acesso ao mercado da América Latina (e dos EUA e Canadá) e, notadamente da América do Sul e nosso Brasil. Mas ninguém desconhece que o seu uso é habitual, não vem de ontem e as autoridades encontram dificuldades no seu combate. Mais que isso, essa dificuldade é tida nas próprias famílias que sofrem com um viciado sob o seu teto e se defrontam com um drama do qual todos queremos distância. Mas enquanto houver aqueles que só se importam em ganhar dinheiro, nunca se preocupando com as suas consequências…
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