Numa época em que o mundo atravessa uma sensível crise econômica, o futebol tira de letra o problema. É o que demonstra, inquestionavelmente, a oferta de prêmios já anunciada para os craques que estão disputando a Copa do Mundo na África do Sul.
Para melhor entender a questão vamos diretamente aos números que são o melhor reflexo do fato: O maior dos prêmios é oferecido pela Espanha. Aqui um parêntese: A Espanha é, dos países que visitei, o que mais conquistou meu coração, não apenas pela sua bela capital, mas pelas duas cidades que me encantaram: Granada e Málaga. Cidades não grandiosas mas simpáticas e acolhedoras, notadamente Málaga. Ah!… a beleza da mulher malagueña. Bela, gentil, alegre, sensível e amigável, de fazer amizade logo após o aperto de mão, algo raro quando se está em terras desconhecidas. A malagueña é incrível, mão estendida e sorriso aberto, fazendo a gente se sentir “em casa”. O que logo enche o coração de alegria. Decidi, vou torcer pelo Brasil e pela Espanha. Digamos que tenho a Espanha como minha segunda pátria. A primeira é a nação onde nascemos, a segunda é a que conquista o nosso coração. E que bela é a Espanha, mais bela ainda as espanholas. E quando elas dançam tocando aquelas castanholas que produzem um som tão agradável que nos encanta de imediato. Pois bem, a Espanha oferece 600 mil… euros a cada jogador em caso de conquista da copa. De sua vez, a Argentina prometeu 520 mil euros, a Inglaterra vai dar 470, a França anunciou 300, a Alemanha 250 e o nosso Brasil estipulou o prêmio de 448 mil euros. Não entendi porque um número “quebrado”. Por que não 450 mil?

Como quer que seja, trata-se de uma “grana” respeitável para quem já não tem problemas financeiros, pois ninguém ignora que os atletas das seleções mundiais são invejáveis personalidades sem preocupações econômicas. E, numa época em que a crise internacional se faz presente, eles devem se sentir na maior felicidade em que ela não tenha afetado o futebol.

P.S. – Ninguém tem dúvida de que essa Copa do Mundo vai render lucros a um batalhão de agentes, de todos os países participantes.