Interessante como é curiosa nossa vida. Hoje sinto-me mais experiente e conhecedor melhor dos fatos, da história e do mundo, boa parte do qual eu visitei. E foi até estranho. Na minha juventude sonhava ser diplomata, cheguei a obter informações para descobrir o caminho para o Palácio do Itamarati. Por que? Porque sonhava viajar pelo mundo. Mal poderia imaginar que acabaria realizando meu sonho por outros caminhos.
Caminhos quais? O caminho da imprensa. Desde criança guardo dois hábitos que devem manter algum parentesco: ler e escrever. Comecei lendo histórias em quadrinho, à época considerado um mal. Leitura de baixo nível… mas leitura e importante ponto de partida. Vai daí que comecei a escrever para jornais e findei escrevendo livros.

E como jornalista fui recompensado com enormes alegrias, algumas conquistas (até prêmios) e convite para visitar países. Entre eles dos de maior relevância: Estados Unidos e Alemanha. Convite oficial, acompanhado da minha querida Rose Marie e com direito a escolher o roteiro. Atendido em tudo mas com duas recusas: Vietnã, por ser perigoso pois em guerra, e Havaí, por ser muito longe e ocupar demasiado tempo. Em contraposição fui atendido em pedido relevante. Havia eu lido que um americano tinha sido eleito o maior QI do mundo. QI é um índice de inteligência. Hoje ninguém dá mais importância para isso, ou será que a inteligência está desaparecendo? Nome desse QI? Herman Kahn, diretor do Hudson Institute e fundador dos jogos estratégicos, de nova ciência e previsão para o critério de personalidades que devem tomar sérias decisões importantes para o futuro da humanidade.

E tive, pois, a honra e o privilégio de passar um dia com o considerado maior QI do planeta que ao nos despedirmos ainda brindou-me com seu livro, best-seller à época e importante até hoje intitulado “O Ano 2000”, isto precisamente no dia 15 de abril de 1969, porque ele ao autografar a edição, postou a data. Amigos meus, são 508 páginas de inteligência e cultura que dignificaram minha modesta mais qualificada biblioteca.

P.S.- O prefácio do livro é de ninguém menos que Roberto Campos. E, como ele afirma, trata-se de uma incursão no perturbador futuro próximo, realizada com científica frieza. E certeza.