Vamos falar hoje de tema interessante e mais que isso, curioso. Sobre o que? Sobre importantes escritores que além da profissão de escritor desempenhavam uma outra bastante diferente. Qual era essa profissão? Sei lá se se trata de profissão, porquanto eles era na realidade escritores e espiões. Por certo uma contradição ou um paradoxo. Mas a história nos demonstra que aconteceu. Esclareço ao leitor que estou apoiado na minha mais recente leitura (confesso que tenho dois vícios, aliás dois dos melhores vícios, ler e escrever. Ler é, quiçá, meu melhor vício; quanto a escrever sinto-me suspeito para julgar, mas tenho me esforçado para não ser um incômodo, um escritor chato ou irresponsável, sem saber se tenho conseguido). Seria enfadonho e não pretendo cansar ninguém com o que pudesse ser uma sinopse da obra que tem quase 300 páginas. Mas creio que possa dar uma boa ideia do seu conteúdo sumariando os temas e autores: Francisco de Quevedo, Fidalgo de versos e de sombras; Christopher Marlowe, O homem que pode ser Shakespeare; John Le Carré, o Senhor dos Segredos; Pierre-Agustin Caron Daumarchais, O espião do iluministo; Miguel de Cervantes, O agente africano. Grahan Greene, O agente secreto 59.200 (será melhor que o 007, o sempre lembrado “Meu nome é Bond, James Bond”?); François Rebelais, As andanças secretas de Gargântua; Aphra Behn, Uma feminista no grande teatro do mundo; Joseph Pla, O camponês da Catalunha; Voltaire, o grande François Marie Arouet, um dos meus autores preferidos, Um agente brincalhão na corte de Frederico II e Daniel Defoe, Um agente dissidente. É… Também existe. Hoje em dia não se pode mais confiar nem no melhor espião.
P.S.- No conceito de minha Grande Enciclopédia Delta Larousse: Espião, substantivo masculino, espia, indivíduo pago para espiar atos políticos de um governo ou nação, os passos de agente diplomáticos ou qualquer cidadão para descobrir as disposições do inimigo e informar tudo que for possível. Pessoa que vigia, espreita, tentando surpreender os segredos de terceiros. E, curioso, fala-se que existe o espião duplo, aquele que recebe e recebe de duas nações. É… no moderno mundo não se pode confiar nem mais em um espião altamente remunerado.
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