Prestes a sermos chamados às urnas acompanhamos programas eleitorais. Não se trata de exclusividade nacional. Esse horário em que muita gente desligou a TV é utilizado aqui e acolá. Alguns países dividem o tempo disponível entre os partidos. É o que ocorre na França, Inglaterra e Dinamarca. Outros, África do Sul, Namíbia e nosso Brasil dividem uma parte em igualdade e o resto pela importância do partido com base em eleições anteriores, tamanho das bancadas e número de candidatos.
No México 30% é distribuído igualmente e 70% conforme desempenho do partido em eleição anterior. Espanha de acordo com a última eleição. Na França divisão igual para candidatos a presidência. Dinamarca tempo de divisão igual mas o partido deve ter número mínimo de votos em eleição anterior para ter o direito. Na maior parte dos países africanos só as TVs estatais tem horário eleitoral. Em múltiplos países esse é ainda fenômeno novo na televisão. No Canadá o partido recebe um pequeno tempo gratuito mas pode comprar mais e receber um tipo de reembolso parcial. Na Bélgica e na França o governo subsidia a impressão de propaganda e selos para correspondência eleitoral. No Japão cada candidato pode mandar até 35 mil mensagens de graça e candidato pode ter cinco anúncios na imprensa pagos pelo governo. Na Alemanha, Espanha e República Tcheca o governo paga aluguel de outdoors. Na Sérvia o partido de oposição tem direito de anunciar na novela de maior audiência. Na Turquia é tudo mais fino. Aliás meu irmão Elias esteve lá e ficou impressionado com o elevado nível turco. Lá todo candidato é obrigado a se apresentar de terno e gravata e ao fundo unicamente a bandeira da Turquia e o emblema do país. Bom exemplo.
Ninguém ignora que publicidade além de ser “a alma do negócio” é também a mais importante arma para uma campanha eleitoral. Uma agência inteligente vale por quantidade de eleitores. O que, de fato, é uma falha democrática pois impede aos mais carentes a concorrer a um direito que deve pertencer a todos indistintamente.
P.S. – O voto quer dizer seleção, ato deliberativo, exercício da vontade senhora de si mesma. (Rui Barbosa)
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