Nietzsche, ou precisamente Friedrich Nietzsche, nascido em 1844 e elevado aoscéus em 1900 e que, vivendo longamente, nos deixou obras importantes: Ecce Homo (Como se llega a ser lo que se es), sim a edição que enriquece minha modesta mas selecionada biblioteca é escrita no idioma de Cervantes com introducción y notas de Andrés Sanches Pascual, da Editora El Libro de Bolsillo da Alianza Editorial (Madrid). A introdução nos informa que “este escrito de Nietzsche la más original introducción de sua obra continuará siendo livro desconcertante e enigmático; para unos representa la cumbre mas alta de la historia universal e libro sincero, honesto, desgarrado, um libro que fascina por la claridad que lanza sobre un alma, sobre la historia de um alma; constituye um acto de valentia sin igual, mediante el que alguien dice por fin: Ecce Homo, si aqui tenéis al hombre, podeis mirarle, pero no olvideis que bajo su humana figura se esconde un dios… Aqui estoy yo, el primier espiritu Del siglo, olvidado e y despreciado por todos vosoutros: soy desconocido apesar de mi grandeza; incluso camino rapidamente havia la cruz; hacia la demência que pronto me arrastará a sus tinieblas. Mas a pesar de vuestro olvido y vuestro desprecio yo s ou un destino, soy el heraldo de uma nueva época sobre mi pesa una responsabilidad indecible… pues yo llevo sobre mis espaldas el destino de la humanidad. Yo me apongo a todos vosotros, soy osado que se há atrevido a descubrir la mentira de milênios y vendo anunciaros una edade trágica: habra guerras como las habido nunca. Para otros, este escrito es también um orgullo, una impudicia, algo que no puede leerse sin sentir repugnância a cada frase, cada palabra. El señor Nietzsche quiere decirnos quién es él para lo confundamos con otros. Pero por qué habla tan alto, por qué nos atrona los oídos con sus gritos, sus exclamaciones, sus insultos?”
Nietzsche nasceu em Röcken, próximo a Lutzen, e falecido em Weinar viveu apenas 56 anos e foi estudante prodígio tanto que mesmo antes de se formar em Filosofia foi nomeado catedrático em 1869 na Universidade da Basiléia. Grande amigo de Wagner, rompeu quando este voltou ao Cristianismo. Doente mudou-se para a Riviera Italiana, mais tarde em hospitais suíços e quando em tratamento em Turim, teve paralisia progressiva e enlouqueceu, acabando por morrer em manicômio. Sua obra é de perspicácia psicológica e prosa modelar aforística, desenvolvendo moral anticristã que enfrentava censura, e atéia (estou com ele!) e celebrando a vida que sempre se renova em retorno. Maioria de suas obras em título alemão não vertidas para nosso idioma, a exemplo de Mongenrote, Gedanken uber moralische Vorurteile (Aurora, pensamentos sobre preconceitos morais) de 1881.
Em vida Nietzsche passou quase desconhecido. Só nos últimos anos quando já esperava a morte num manicômio seu pensamento começou a exercer forte influência sobre a literatura simbolista da Europa e outros continentes. Sua veemente crítica ao niilismo (bravo!), suas descobertas psicológicas e seus conceitos de estética são lições válidas até o presente momento.
P.S.- Uma de suas recomendadas obras (Der Wille zur Macht Versuch einer Umvertung Aller Werte – A vontade do poder, tentativa de uma valorização de todos os valores) se compõe de manuscritos e fragmentos coordenados pelos redatores do Nietzsche-Archiv. O texto de Nietzsche era tão complexo que alguns de seus críticos o chamavam de escritor maldito.
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