Bélgica é uma nação por nós não muito conhecida. Mas país de muita tradição e importância universal. Ao me informar sobre a Bélgica deparei-me com o seguinte: a Bélgica é uma monarquia constitucional. A coroa é hereditária, primogenitura masculina. Na hipótese de inexistência de herdeiro cabe ao rei decidir com o apoio das Câmaras, Senado e Câmara dos Representantes eleitos pelo povo. Primeiro rei: Leopoldo I, segundo, Leopoldo II, seguido de Alberto I (não procurei saber do atual). O poder vem sendo ocupado alternadamente por liberais e católicos. A batalha é religiosa: católicos, mais intransigentes (ultramontanismo) e liberais, doutrinários, influência do laicismo. O exército é formado por alistamento e sorteio, dirigido pela Escola Real Militar fundada em 1834. Agricultura desenvolvida com o maior rendimento da Europa. Comércio exterior em avanço notadamente com a África. Salários baixos e jornada de trabalho longa.
A literatura floresce em 1880. Em 1890 um grupo liderado por Camille Lemonnier inicia a literatura regionalista, flamenga e valã. A implantação da língua flamenga tem à frente Hendrik Conscience com De Leeuw Van Vlaanderen, 1838 (O leão de Flandres) e a poesia flamenga ganha impulso em 1850 com Guido Guezelle. E a literatura original bela começa com o lançamento da revista Van Nu en Straks (Hoje e Amanhã) editada por Vermeylen Buysse e Van Langendonck. A bela música flamenga é elevada por Peter Benoit, Paul Gilson, Jan Blockx e Edgard Tinel, este compositor de oratórios. A escola valã é representada por César Franck, Guillaume Lekeu, Joseph Jongen e Eugene Ysaye, este também famoso violinista. Na Segunda Grande Guerra Mundial a Bélgica pouco sofreu. A arte belga tem variado: Movimento Romântico, Realismo com a pintura em tons fantásticos seguido pelo Surrealismo de Magritte e Delvaux.
P.S.- O homem casado vai pelo mundo com aliança no dedo, marca da sua condição social. Seria melhor caracterizado se andasse com uma argola no pescoço. Júlio Camba em “Sobre casi todo”.
Deixar um comentário