Dizem aqueles que escrevem sobre o tema, que se trata da instituição mais antiga da história e, por igual, a que mais sofreu transformações com o tempo.
A bela jovem Lys conheceu-o, namorou e se apaixonou. Mas casar, unir-se de papel passado diante de um juiz e com assinatura de testemunhas era demais. A cerimônia oficial quebra o encanto que acompanha nosso coração a caminho do altar sob acordes da marcha nupcial.

Ocorreu, todavia, que o noivo Felipe foi barrado pela imigração ao tentar ingressar nos Estados Unidos. Recurso único: ou casar ou deixar de viver juntos naquele país. Indignada e decidida a vencer a barreira Lys tomou decisão estranha. Resolveu estudar tudo sobre casamento. Leu sobre sua história, verificou estatísticas e consultou múltiplas pesquisas e acabou se surpreendendo com o resultado. O matrimônio vem conservando sua força e se adaptando à vida moderna. Resistindo inclusive às inovações do mundo avançado com a introdução do divórcio ou da simples separação, cada vez mais comum e aceita pela sociedade.

Vai daí que o casamento continua sendo o sonho de toda jovem e, lógico dos jovens. Estes costumam demorar um pouco mas o tempo vai lentamente fazendo-o sentir a falta de uma companhia ou como se costuma falar “um cobertor de orelha”.

Convenhamos, não apenas para a companhia na cama. Sejamos francos, nós metidos a machistas, sem elas somos quase nada, perdidos na noite, no mato sem cachorro, caídos de caminhão de mudança ou coisa semelhante. Não sei você, mas eu que não sei ao menos como ligar um fogão, como poderia sobreviver? Num hotel? Uns dias sim, mas logo cansaria. Depois, aqui ou acolá numa vida errante, sem graça e sem o encanto de um lar, uma família, a alegria dos filhos.

Acredito que a conclusão é uma só. Casamento é de fato uma algema, mas algema suave, amada que faz nosso sangue sobreviver e, geralmente, com o coração pulsando feliz. Tam tam taram, tam tam taram… Hosana Mendelson…