É provável que seja uma ideia com a possibilidade de surpreender e, quiça, provocar espanto. Mas estou convicto que o dinheiro vai acabar. Calma. Não se preocupe, o dinheiro que imagina que vai desaparecer nào é o meu ou o seu e, sim, o dinheiro de uma forma generalizada a moeda, o “carvão”, o “massari”, aquele objeti criado há não me lembro quanto tempo, está caminhando para o abismo e ali vai ser soterrado.
A moeda esse vil metal que tanto nos preocupa, que tanto nos esforçamos para ganhar e que desperdiçamos com enorme facilidade, tem uma história antiga. Não creio que chegue a chamada Idade da Pedra, mas deve ter nascido em algum mês daqueles velhos anos. Em nossa pátria amada Brasil nós já tivemos, começando no Brasil Colônia, a prata, posteriormente o cobre, o bronze, o níquel (Alguém recorda que havia em Curitiba uma Casa Niquel, na Rua Barão do Rio Branco?) e com o tempo surguiu o papel-moeda que, como toda novidade foi recebido com desconfiança: será que esse papel vale mesmo tudo isso? Minha enciclopédia ensina que moeda é peça metálica (na sua origem) cunhada pela autoridade soberana (tirano na ditadura, presidente na democracia) para servir como valor de troca, instrumento legal de pagamento. E acabou exigindo a criação de uma Casa da Moeda, a nossa ficava no Rio de Janeiro, quando capital.
E se estiver correto e o dinheiro acabar, será bom ou não?
A minha impressão é positiva. Tenho o dinheiro como algo necessário, mas tão necessário quanto incômodo, preocupando-me onde guardá-lo, no colchão, num cofre, num banco, na poupança, hoje os juros são tão minguados que quase nem compensam o esforço de ir e voltar ao banco. E a segurança? E quem garante que nos dias de hoje os bancos são seguros. Num passado não muito distante além de seguros os juros eram compensadores, hoje, hoje? eu queria ser banqueiro. Não tenho cacife para tanto, mas não poucos também não tinham e acabaram como o respeitável dono do Bradesco ou do antigo Bamerindus (hoje HSBC) que começou numa desconhecida e pequena cidade do Paraná (Tomazina) e deu no que deu. Para não falar nos bancos estatais, uma covardia.
E se o dinheiro acabar o que será dos bancos? Perderão finalidade e com os bolso abarrotados não será difícil iniciar novos negócios.
Vai dar certo ou não? Deve dar ou quando pouco eles vão acabar aprendendo como é difícil conseguir dinheiro no trabalho para depositar em bancos e ter como recompensa raquíticos juros.
Podemos, contudo, nos tranquilizar. Em desaparecendo o dinheiro vamos retornar aquela agradável manobra que num tempo algo distante era chamada de escambo, permuta, o popular cá-toma-lá que exigia contato pessoal e com isso facilitava novas amizades.
Naturalmente amizade quando o dinheiro circula entre nós pobres mortais, porquanto não ignoramos que o caminho mais percorrido pelo dinheiro é deixar nosa companhia para acampar no erário. Outro bicho estranho? Estranho e perverso. Erário é a soma do dinheiro que nos abandona para aquecer os cofres públicos e, tristemente, cada vez em soma mais elevada. Entra governo, muda governo, deste ou daquele partido e nunca há uma transformação. Aliás, quase me esquecia. Há sim transformações para sempre aumentar os tributos. A arrecadação vive batendo recordes e mais recordes e o erário nunca se sente satisfeito. Brincando um pouco, talvez seja necessária a eleição de um presidente muito gordo, ou mais claramente, suficientemente rico para assumir a governança. Mas, cá entre nós, com que milagrosa lanterna iriamos encontrar esse personagem. Parece que a história é escassa nesse aspecto. Será que os Onassisda vida, os Rotchilds ou a mais famosa viúva chamada Clicquot chegaram a se contentar com a fortuna amealhada a fim de declarar: “Chega!”. Estou pagando (pouco pois não disponho de muito) para ver.
E não seria uma experiência interessante acabar com o dinheiro: quero trocar meu automóvel por seu terreno. Topa? Meu computador pela sua televisão. São valores diferentes, não importa o dinheiro equilibra.
P.S.- Parece-me melhor parar de escrever sobre dinheiro e tratar de trabalhar em algo com bom rendimento, para não acabar ainda mais pobre e ter que amaldiçoar o dinheiro que alguém, alhures já chamou de invenção do diabo…
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