Hoje, creio, devem ser poucos aqueles que ainda lutam contra moinhos de vento. Lógico estou lembrando o grande Cervantes. Mas, certo ou não, tenho para mim que é moderno D. Quixote o cidadão que permanentemente se dedica à poesia, defende-a, propaga-a e, seguindo passos de seu ilustre pai não cessa de batalhar.
Estou me referindo a um estimado amigo: Apolo Taborda França e sua querida e bela irmã Marita.
No mundo moderno agitado, consumista, castigado pelas rivalidades de pessoas que nem se conhecem, alguns numa luta para mais ganhar, outros menos felizes e fazendo das tripas coração para ganhar um pouquinho mais. Nessa vida cada vez mais rápida em que tudo tem que ser para ontem, na qual a paciência e a tranquilidade tem dificuldade em encontrar repouso, na qual a felicidade se desdobra em esforços para acalmar nossas almas, nessa lufa-lufa, tira-põe-corre-foge, vai-volta, sobe-desce, senta-levanta, trabalha-descansa, descansa-trabalha, dorme-levanta-toma café-almoça-janta, dorme-levanta e segue rotineiramente com pequenos alívios de intervalos poucos para lazer e respirar esse ar cada vez mais poluído.
Nesse ritmo conturbado, ininterrupto, talvez sem rumo e horizonte, Apolo encontra momentos e local para meditar, deixar-se embalar pelo pensamento até que o fervilhante cérebro lhe dite ideias e mais ideias para praticar o que mais ama: versejar. E o faz com mestria.
P.S.- Como a moderna vida não nos deixa tempo para encontrar com bons amigos, aproveito para dar simbolicamente um forte abraço em Apolo rogando que aplique carinhoso beijo em Marita.
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