Trabalho insano e incansável mais esse de nossa laboriosa polícia. Fiquei sabendo na minha diária leitura de O Estado do Paraná e O Estado de S.Paulo, que minha querida Rose Marie chama carinhosamente de Estadinho e Estadão, quando ao último com inteira razão, já que o diário da família Mesquista é o mais respeitados da América do Sul.
Mas íamos falar da boca-de-fogo. Labuta permanente da polícia, mas difícil de sair vitoriosa. Explico porque. Lógico o leitor deve quer saber por que? Porque na minha pobre visão, enquanto houver mercado, ou seja grande público consumidor, continuará sendo negócio lucrativo. E quem pratica um negócio e dele está conseguindo elevados lucros, não se está importando se é ou não proibido, ilegal ou pode resultar em prisão. Nós sabemos que há presos que continuam comandando o tráfico dentro das grades. Na verdade não entendo e mesmo acho estranho como é que um prisioneiro, mesmo os que respondem por graves crimes, tem permissão para usar celular. Fácil, não. Preso mas livre para qualquer comunicação. Não sou carrasco e mesmo acredito que embora preso como responsável de qualquer crime o cidadaão continua sendo um ser humano digno de respeito. Mas não preso com inteira liberdade, por aí já um paradoxo, ainda mais com a liberdade de comunicação.
Muito bem, a polícia fechou uma boca-de-fumo e não tenho dúvida que outra já está sendo ou foi aberta, ninguém abre mão de um comércio lucrativo facilmente. Isso passa de pai para filho e, não raro, a sucessão acaba em briga. São mínimos os negócios com vantagens boas e fáceis. Contra a lei? Ora a lei. Lex dura sed lex, proclamava Marco Túlio Cícero no vetusto Senado romano, mas só é dura quando aplicada contra os honestos que, sem prática, nem sabem como dela fugir. Mas os profissionais, experimentados continuam sua prática irregular e colocam a cabeça tranquilamente no travesseiro, acreditando dormir o sono dos justos. Certo, errado? Pecado ou não. Isso é lá com a Justiça que dizem tardar mas não falhar. Será?
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