Entristece-me quando vejo um país admirável, de povo trabalhador, com riquezas naturais e uma especial riqueza – petróleo -, entrar em decadência, criando problemas internos de solução nada fácil, quando a gente se acostuma a um nível de vida é tortura perdê-la. Pois depois de tanto se anunciar ao mundo como um chefe competente, Hugo Chavez acaba num beco sem saída. A boa fase venezuelana atraiu empresas de várias partes, inclusive do Brasil. Repentinamente tudo complicou. A Braskem que já havia fechado duas “joint ventures” no valor de quase US$ 4 bilhões suspendeu seus planos, a empresa já havia deslocado mais de trinta funcionários para Caracas…

A Odebrechet, inclusive, estava se preparando para iniciar a construção do metrô. Estava… Curioso, sem mais nem menos, a Venezuela aprovou lei autorizando o governo a confiscar máquinas e se apoderar de obras públicas em atraso, algumas por falta de pagamento. Na verdade ocorreu uma fuga de investimentos. E nas Escolas Americana Campo Algre, Britânica e Hebráica os alunos filhos de estrangeiros abandonaram as salas.

José Francisco Marcondes, presidente da Federação das Câmaras de Comércio e Indústria Venezuela-Brasil declarou que a situação é muito delicada. Mas as importações brasileiras da Venezuela aumentaram. A propósito o comércio acumulado semestral deste ano somou US$ 2.234 bilhões. Nos chamados mercales, supermercados conveniados do governo a maioria dos alimentos procede do Brasil.

Frango, por exemplo, nenhum venezuelano. Todos brasileiros, congelados e, dizem, sem gosto nenhum, declarou a consumidora Xiomara Pinto residente em Antimano, Caracas.

P.S.- De lamentar. Um belo país, da extremidade setentrional da América do Sul, Litoral do mar das Antilhas, pouco mais de dez milhões de habitantes, aparentemente de fácil administração, língua espanhola, religião católica, não merecia enfrentar maiores