Para quem confessava que não gostava de ler nem jornais, a oração de despedida do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva me surpreendeu. Colocação do pronome, sintaxe, próclise, tudo em consonância coma a norma gramatical.
Não votei em Lula e me surpreendo com a popularidade com que ele deixa o governo. E fico feliz em observar que, finalmente, o Brasil vai consolidando sua democracia transferindo o poder em acordo com a vontade da maioria do povo.
Convenhamos, nem sempre nós percebemos que vivemos numa das nações de grande importância e de maior espaço territorial e que a sua governança não é missão para qualquer um. E mesmo sem mantermos maior atenção acadêmica à formação política temos sido beneficiados por administrações que só excepcionalmente nos preocupam.
Vamos agora enfrentar nova experiência: comando feminino.
Sou dos homens que mais confia nas mulheres. Estou falando em competência administrativa. E bem recordo de que participando de importante seminário internacional em Berlim, há alguns anos, um orador, não lembro de que nacionalidade, ao falar fez afirmações interessantes.
Como a de que quando vai passar por qualquer fiscalização prefere encontrar um homem do que uma mulher, porque a mulher é mais consciente, responsável, detalhista e conhece melhor as qualidades e os defeitos das pessoas. Assino em baixo, como bom macho.
Lula declarou que vai viajar e que seu desejo é sentar com tranquilidade de torcedor comum no estádio do Pacaembu e assistir um bom jogo de futebol. Como grande parte do povo brasileiro. Desejo fácil e merecido para quem consegue sair de cabeça erguida depois de ocupar oito anos o mais importante cargo nacional. E sair sem nenhuma vaia.
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