Para quem se acostumou com a rivalidade intensa no futebol e alguma disputa de mercado econômico, entre outros beliscões, causou alguma surpresa a confiança que a Argentina chegou a depositar no Brasil, a confiança para produzir a sua moeda.
Não deve ter sido sem surpresa que a Casa da Moeda, sediada no Rio de Janeiro, onde brota o nosso dinheiro, recebeu a incumbência de produzir cédulas de cem pesos (as de maior valor) a serem impressas em nosso país sob fiscalização de técnicos argentinos. E, curioso, alguém logo descobriu uma coincidência: A nota de cem pesos apresenta a efígie Julio A. Roca, o primeiro presidente da Argentina a visitar o Brasil, fato ocorrido no ano de 1899. A Casa da Moeda Argentina, com equipamentos antiquados (anos 90) não vinha dando conta de suprir a necessidade do mercado platino. O Banco Central Argentino tentou recolher as notas usadas com antecedência sem bom resultado. Segundo o economista argentino da Consultoria Analytica, ao longo da última década, as notas de cem pesos tiveram uma desvalorização de 50% criando problemas nacionais. Em razão disso houve inclusive a necessidade da emissão de notas com valores superiores. E o senador Pablo Verani, da UCR – União Cívica Radical (oposição) sugeriu a emissão de notas já de 200 pesos e alguns, menos responsáveis, sugeriram de 500. Nós brasileiros já enfrentamos esse problema na época do cruzeiro, de triste memória, e sabemos o que significa na vida econômica de uma sociedade. A Casa da Moeda Argentina não quis revelar a quantidade de notas a serem impressas e o Brasil logicamente respeitou o interesse no sigilo. O ainda governo da presidente Cristina Kirchner, contudo, está empenhado em evitar que a Argentina inicie uma escalada inflacionária.
P.S. – E nós brasileiros, felizes em poder atender nossos coirmãos, ficamos almejando para que tudo se desenvolva satisfatoriamente e que, em tempo rápido, a simpática nação retorne à normalidade econômica para nos receber com o tradicional carinho platino.
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