Percebemos facilmente como a tecnologia vai, pouco a pouco, transformando a nossa vida. Geralmente para melhor e graças a uma classe de inconformados. Vejamos: já havia a escada, surgiu a escada rolante e já estávamos satisfeitos, mas algum inconformado imaginou: não, é preciso melhor, e nasceu o elevador. Já havia a navalha para nós homens limparmos melhor a face, veio em seguida a gilete,depois giletes mais aperfeiçoadas, dupla e por aí vai, não foi o suficiente e alguém mais inteligente nos brindou com o barbeador elétrico. Eventualmente fico a imaginar que, dentro de uns cinquenta anos podemos levantar da cama e ir direto para encontro com a bela mulher com que passamos a noite sonhando. Quimera? Não duvidem, como aqueles que ainda não acreditam que o homem pisou na Lua. Lógico no passado parecia impossível, ficção e recordo que numa noite gelada nós, do Sul, ficamos até altas horas da noite para conferir se era possível. E mesmo depois, não poucos acreditavam que teria sido montagem misteriosa desses dois mecanismo “diabólicos”: televisão e computador.
Agora algo mais simples.O objeto que usamos para escrever. O lápis não teve a mesma sorte, mas a caneta que no ínicio a gente colocava uma pena e usava tinteiro onde molhava para então escrever. O que me traz a lembrança colega de faculdade, excelente pessoa, de família abonada e talvez por isso mal acostumado que, em lugar de estudar inventou um método para enfrentar as provas. Comprou um quilo de mata-borrão, acredito que em extinção, que se utilizava para cobrir a tinta para que ela não corresse. Sobre o mata-borrão com a máquina de escrever, sem fita, datilograva de forma que só de perto se conseguiria ler. Sorteado o ponto ele escolhia o mata-borrão correspondente e era uma barbada. E ele me convidou para acompanhá-lo. Atendi o convite e tentei lhe explicar: “Meu caro (quase escrevia sem nome) você não acha mais fácil e útil usar esse tempo estudando?”. Resposta: “Não sei. Mas assim me sinto garantido”. Fazer o que? De fato passou tranquilo e com nota superior a alguns dos “caxias” que passavam madrugada nos livros.
Mas e as canetas? Sim sobre elas. Caneta tinteiro era objeto de luxo, a maioria importada: Parker, Montblanc, Scheaffer, Plikan, Esterbrook e Waterman, para ficar por aqui. Até porque de repente apareceu uma simples e humilde Bic e desbancou marcas valiosas e tradicionais.
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