Somos quatro filhos de Margarida e Salomão: Elias, Lysete, Jamile e… eu. Dois homens, duas mulheres. Bem organizado. Logicamente meu irmão é companhia constante. Almoçamos, jantamos, conversamos, trocamos ideias e divergimos muito. Ele cirurgião dentista costuma criticar bacharéis em Direito, fala daqui fala de llá, chegamos ao pedágio. Eu descendo a lenha no pedágio e ele com uma resposta simples e inteligente: prefiro pagar mas passar por estrada pedadiaga. D’acord. Mas não me entrego. E sustento que com altos impostos que pagamos não é justo ter que pagar também pedágio. Absurdo pagar para utilizar a rodovia que foi construída com o nosso dinheiro. Como esse debate ainda não chegou ao fim, nem sei se lá chegará, é melhor passar logo adiante.
Em onze anos de exploração (1998-2009) a arrecadação de seis concessionárias supera a da Copel e da Sanepar juntos: R$ 13 bilhões sairam de nossos bolsos com destino à conta de empresas que deveriam fazer obras de duplicação, contornos viários, alasrgamentos de pontes e algo mais. Contratos firmados e como em nosso país ninguém fiscaliza nada fica naquilo mesmo. Contrariamente, na reforma do contrato obras foram suprimidas do termo sem que alguém lembrasse em reduzir o pedágio. Uma das concessionárias que mais arrecadou foi a Rodonorte. Quase 210 milhões de veículos lhe pagaram pedágio e ela embolsou R$ 4,7 bilhões. Em segundo a viapar, R$ 2,4 bilhões. Esses valores são efetivos, fornecidos pelo DER-PR e economistas do Fórum Nacional contra o Pedágio que nem sabia que existia e que tem meu irrestrito apoio. Esse Fórum chegou a notificar o Ministério Público em maio passado denunciando a nulidade dos contratos por exorbitância. Até onde sei o processo ainda está andando. Na época, interrogada a Associação de Concessionárias de Rodovias emitiu nota: Nada a declarar. E c’est fini. Paga e não bufa. Caso contrário vem com multa. Tudo coberto pela lei elaborada por aqueles a quem confiamos nossos votos.
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